domingo, 29 de janeiro de 2012

Meu sábado. 28/01

Ontem eu passei o dia pensando na vida, e no quanto precisamos realmente para viver uma vida de verdade.
Estava numa parada de ônibus e vi um senhor já de idade avançada, e me perguntei:
- O que ele carrega da vida?
Quais foram os momentos, os dias que realmente tiveram algum significado na vida dele?
E vi a minha vida passando por mim, me encontrando num estado inerte.
Perdendo meu tempo e prazer de vida num lugar onde não há crescimento, onde não há vida.



Vi-me como uma completa espectadora de mim mesma, sem atuar, sem tomar nas mãos o papel de atriz principal do meu teatro.
Certo, tenho que concordar que nem tudo pode ser perfeito e do jeito que eu quero, mas também não posso carregar um fardo desnecessário só pelo fato de que todos o carregam.



Rafaella! Acorda! Esse mundo não existe!



Para mim, só há vida se existir amor.
Se eu não amo ou ao menos sinto prazer no que faço, naquele momento eu paro de viver e deixo a vida passar.
E aí no final dos meus dias, eles serão subtraídos de mim... Como dias não vividos, como dias desperdiçados.



Eu quero dias que somem vida!
Dias que multipliquem o significado da minha existência.
Acho que eu nasci no mundo errado, ou em época errada... Não, não eu nasci no mundo certo, na época certa!
Errados estão as pessoas que não mudam, não se mexem, não se movem.
Pessoas que são/estão inertes, assim como eu estou agora.

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Imagens...

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Os laços, aqueles que ningém vê nas fotografias, esse ficarão...